domingo, 23 de maio de 2010

A ILHA


Era uma vez uma ilha onde viviam todos os sentimentos e valores humanos: o Bom Humor, a Tristeza, a Sabedoria e juntamente com os demais, o Amor.

Um dia esses sentimentos foram informados de que a ilha iria submergir. Então, todos prepararam seus barcos e partiram; somente o Amor ficou esperando até o último momento.

Quando a ilha estava a ponto de afundar o Amor resolveu pedir ajuda; e pedeu à Riqueza que estava passando em seu luxuosíssimo barco:

- Riqueza, podes me levar contigo? Respondeu a Riqueza:
- Não!... Não posso porque tenho muito ouro e prata dentro da barca e por isso não há lugar para ti.

O Amor então decidiu pedir ajuda ao Orgulho que estava passando em uma magnífica barca. Disse:
- Orgulho, te imploro, podes me levar contigo? Respondeu o Orgulho:
- Não!... Não posso te levar, Amor! Aqui tudo é muito perfeito e poderás arruinar minha barca!...

Então o Amor disse à Tristeza que estava se aproximando:
- Tisteza, te peço!... Deixa-me ir contigo!...
- Oh! Amor!... Respondeu a Tristeza. - Estou tão triste que necessito estar sozinha!...

Foi nesse exato momento que o Bom Humor foi se aproximando também; mas ele estava tão alegre que nem percebeu que o estavam chamando.

De repente uma voz disse:
- Vem Amor, que eu te levo comigo.

Era um velho que o havia chamado. O Amor se sentiu tão contente e cheio de felicidade que se esqueceu de perguntar ao velho como ele se chamava. Quando chegou à terra o velho desapareceu. Foi então que o Amor se deu conta do quanto lhe devia e perguntou ao Saber:
- Saber, podes me dizer quem é o velho que me ajudou?
- Foi o Tempo! - Respondeu o Saber.
- O Tempo? - Perguntou o Amor a si mesmo. - Por que será que o Tempo me ajudou?...

Então o Saber, cheio de sabedoria, respondeu:
- Porque somente o Tempo é capaz de fazer compreender quanto o Amor é importante na vida!...
crédito: mensagem recebida por e-mail.

terça-feira, 18 de maio de 2010

QUE SÃO AMIGOS?

São flores que brotam ao longo do caminho da nossa vida para que saibamos encontrar a primavera e em seguida o verão.
E quando chega o outono cheio de beleza e melancolia, os amigos estão presentes nos proporcionando alegria;
e quando chega o inverno frio e escuro, trazendo saudade e noites longas, os amigos nos trazem calor e luz com o brilho de sua presença.

Algumas dessas flores já desabrocando:


Daniela (18 anos)


Solange (16 anos)



outras ainda em botão:
Rubens=Binho (14)

Keyla = (12 anos)

Yuri = (12 anos)

Kely = (11 anos)

Samantha = (11 anos)

Natália = (11 anos)

Gabriel = Bibi (11 anos)

Bruna = 10 anos)

perfumam nossa existência; então tomamos connciência de que não estamos sozinhos.
Obrigada crianças por vocês existirem e participarem de minha vida nesse momento tão difícil. As horas compartilhadas com vocês são horas de carinho, amor e cuidado.

Amigos que se doam sem querer saber se vai ter retorno, que se entregam pelo simples prazer de ver a felicidade do outro, são flores raras que merecem cuidados especiais; são seres grande e tão importantes que nos dá vontade de chorar somente pelo fato de saber que eles existem... porque conseguem chegar até nossa alma... SÃO PRESENTES DE DEUS.

Se nos momentos dolorosos todo o mundo nos virar as costas mas no meio desse mundo uma flor, nem que seja uma única flor, brotar no jardim da nossa existência, então toda a nossa vida já valeu a pena ter sido vivida!...

sábado, 13 de março de 2010

PARTIDAS E CHEGADAS

Por ocasião de uma festa comemorativa de seu aniversário, São Francisco explicava a todos:
“Quando observamos, da praia, um veleiro a se afastar da costa navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara. O barco impulsionado pela força dos ventos vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumindo na linha do horizonte, certamente exclamará: “JÁ SE FOI”. Terá sumido? Evaporado? Não, com certeza. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz de levar ao porto de destino as pessoas e cargas recebidas, como quando zarpou do cais. O veleiro não evaporou; apenas não podemos mais vê-lo. Mas continua o mesmo. E talvez naquele exato instante em que alguém diz: “JÁ SE FOI”, haverá outras vozes, em outra dimensão, a afirmar: “LÁ VEM O VELEIRO”.


Assim é a morte.
Quando o veleiro, parte levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: “Já se foi”. Terá sumido? Evaporado? Não; apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo; seus dons e suas conquistas persistem dentro do mistério divino. Nada se perde a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: “JÁ SE FOI”, no além outro alguém dirá: “JÁ ESTÁ CHEGANDO”.


Chegou ao destino levando consigo todas as aquisições feitas durante a vida terrena. Nela, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, de acertos e erros, até que resolva desfazer-se do que julga não mais necessário. A vida é feita de PARTIDAS E CHEGADAS. De idas e vindas. Assim, o que para uns é a partida, para outros é a chegada.

Portanto um dia, todos nós partiremos como seres imortais que somos indo ao encontro Daquele que nos criou.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

VOCÊ VAI CHORAR?...

Eu chorei!..
QUANDO ME TORNEI INVISÍVEL
Já não sei em que data estamos. Lá em casa não há calendários e em minha memória as datas estão todas misturadas. Me recordo daquelas folhinhas grandes, lindas, ilustradas com imagens de santos que colocávamos ao lado da penteadeira. Já não há nada disso. Todas as coisas antigas foram desaparecendo. E sem que ninguém desse conta eu fui me apagando também...
Primeiro me trocaram de quarto, pois a família cresceu. Depois me passaram para outro menor ainda com a companhia das minhas bisnetas.

Agora ocupo um quartinho que há no pátio de trás. Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, porém se esqueceram e todas as noites por ali circula ar gelado que aumenta minhas dores reumáticas. Mas tudo bem...

Desde há muito tempo tinha a intenção de escrever, porém passava semanas procurando um lápis. E quando o encontrava, eu mesma não sabia onde o havia posto; na minha idade as coisas se perdem facilmente; claro que não é uma enfemidade delas, das coisas, porque estou segura de tê-las, porém sempre desaparecem.

Noutra tarde dei-me conta de que minha voz também havia desaparecido. Quando eu falo com meus netos ou com meus filhos, eles não respondem. Todos conversam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando tudo atentamente. As vezes intervenho na conversação, segura de que o que vou lhes dizer não ocorreu a nenhum deles e que lhes vai ser de grande utilidade. Porém não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então, cheia de tristeza me retiro para meu quarto e vou beber minha xícara de café. E faço assim de propósito para que compreendam que estou aborrecida, para que se dêem conta de que me entristecem e venham buscar-me e me paçam perdão... Porém ninguém vem... Quando meu genro ficou doente, pensei ter a oportunidade de ser-lhe útil; lhe levei um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e me sentei a esperar que o tomasse; só que ele estava vendo televisão e nem um só movimento me indicou que se dera conta da minha presença. O chá foi esfriando e junto com ele, meu coração...

Noutra ocasião lhe disse que quando eu morresse todos iriam se arrepender. Meu neto menor disse: "Ainda estás viva, vovó?" Eles acharam tanta graça, que não pararam de rir. Três dias estive chorando no meu quarto, até que numa manhã entrou um dos rapazes para retirar umas rodas velhas e nem bom dia me deu...
Foi então quando me convenci que sou invisível... Parei no meio da sala para ver se me tornando um estorvo me olhavam. Porém minha filha segui varrendo sem me tocar, os meninos corriam em minha volta de um lado para o outro, sem tropeçar em mim.

Outro dia os meninos agitados me vieram dizer que no dia seguinte nós iríamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito feliz. Fazia tanto tempo que eu não saia de casa e mais ainda ir ao campo! Quis arrumar as coisas com calma. Nós velhos demoramos muito ao fazer qualquer coisa; por isso adiantei meu tempo, para não atrazá-los. Rápidos eles entravam e saiam da casa correndo levando as bolsas e brinquedos para o carro. Eu já estava pronta, e muito feliz permanecia no saguão a esperá-los.

Quando me dei conta eles já tinham partido e o carro desapareceu envolto em algazarra; compreendi que não estava convidada, talvez porque não coubesse no carro, ou porque meus passos lentos iriam impedí-los de caminhar a seu gosto, pelo bosque. Senti claramente como meu coração se encolheu e a minha face ficou tremendo como quando a gente tem que engolir a vontade de chorar. Eu entendo; eles vivem o mundo deles. Riem, gritam, sonham, choram, se abraçam, se beijam... E eu já nem sinto mais o gosto de um beijo na face.

Antes beijava os pequenimos; era um prazer enorme tê-los em meus braços, como se fossem meus. Sentia sua pele tenrinha e sua respiração doce bem perto de mim. A vida nova me produzia um alento e até me dava vontade de cantar canções que nunca acreditava me lembrar.

Porém um dia minha neta Laura, que acabava de ter um bebê disse que não era bom que os velhos beijassem os bebês, por questão de saúde...

Desde então já não me aproximo deles; não quero lhes passar algum mal por minhas imprudências. Tenho tanto medo de contaminá-los!...

Eu bendigo a todos e lhes perdôou, porque...

QUE CULPA TENHO DE TER ME TORNADO INVISÍVEL!
Crédito = Hamilton Slide

domingo, 3 de janeiro de 2010

AMIGAS VIRTUAIS

Que espero, um dia conhecê-las
Cris Tarcia - seguimos os blogs uma da outra.

Valdecir - colega Curso de Turismo (pela internet) - segue meu blog e trocamos e-mails.

Bela - (blog "Bela Nada Adormecida" - Estados Unidos) Seguimos blog uma da outra.

Wilma Kroff - seguimos blog uma da outra - Vai fazer viagem de aventura.
Márcia Zamboni - Recolhe e cuida de animais abandonados - Seguimos blog uma da outra.

Rosi - (lindo blog "Refazendo a Trama") -Seguimos blog uma da outra

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

CONSELHO DE AMIGA

Desejo à todas vocês um ano pleno de realizações, e de trabalho; dizem que o trabalho dignifica, trás auto estima, prosperidade, tudo o que já sabemos e mais algumas coisas. Porém cuidado! Vejam o exemplo abaixo:


A cigarra e a formiga

Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o verão e outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada. Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'.
Enquanto isso,
a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer. Cantou durante todo verão e o outono; dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu.
Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison.
(De ecologista ela não tem nada)
(a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?
- Desejo sim, respondeu a formiguinha. Se você encontrar por lá, o La Fontaine, (autor do texto original) manda ele ir para a 'PQP!!!’

Conselho amigo:
Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão.
Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é única! Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo, e...
Seja feliz e um ótimo 2010.


domingo, 27 de dezembro de 2009

À MINHAS AMIGAS

Arlete (jd.Manacá)
Eu sou aquela mulher que faz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores. (Cora Coralina.)

Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo; há menos competição lá (Indira Gandhy – estadista)

Leonice (Jd.Manacá)

Você não pode escolher como vai morrer ou quando. Você só pode decidir como vai viver agora. (Joan Baez, cantor)

Amor è como mercúrio na mão. Deixe aberta e ele permenecerá nela. Aguarre-o firme e ele escapará. (Dorohty Parquer)

Dulce (Jd.Manacá)

A idade não protege contra o amor. Mas o amor em certa medida, protege contra a idade(Jeanne Moreau, atriz)

Quando nada é certo, tudo é possível (Margaret Drabble, escritora)